quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O que é a música com bebés?


Ao nascer
o bebé encontra-se no auge da sua capacidade de desenvolvimento auditivo, capacidade essa que pode ser desenvolvida até ao seu potencial máximo ou que, em contrapartida, irá decrescendo se não for estimulada.

Fazendo um paralelo com a aprendizagem da linguagem, antes de começar a balbuciar e mais tarde a falar, o bebé é sujeito a vários meses de exposição à linguagem falada, familiar e não familiar ao longo do seu dia. Quando começa a experimentar a sua voz, procura imitar esse modelo que o rodeia e que o estimula a comunicar.

Todos nós sabemos o quanto seria prejudicial para um bebé não ouvir falar até ao seu primeiro ano de vida estar concluído deixando-o com repercussões para toda a sua vida na área da linguagem, expressividade, comunicação e relação humana. Assim o mesmo com a música.

Fazer música com bebés é expô-los desde que nascem a um ambiente musical rico, de qualidade, variado em tonalidades, métricas, timbres e estilos musicais, com vista à aquisição de um vocabulário musical e proporcionando um desenvolvimento auditivo na fase mais rica de aprendizagem da sua vida: dos 0 aos 3!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O papel da Família



O QUE FAZER EM CASA?

Posso cantar muito para o meu bebé, dizer-lhe muitas lengalengas da minha infância ou das quais os meus avós ou pais se lembrem e nelas tentar nem sempre usar letra. Em tudo o que fizer, devo sempre ser expressiva/o (com a voz, cara ou corpo).

Posso fazer brincadeiras musicais com o bebé, das que oiço na aula, das que já conhecia e das que invento.

Posso embalá-lo ao som da minha voz ou de música de CD. Posso dançar para ele, com movimentos fluídos, usando o corpo todo e muita imaginação.

Posso dar-lhe a ouvir com frequência música de qualidade, variada em estilo e em timbre, com faixas de curta duração. Devo sempre evitar a chamada “música para bebés”, pois normalmente é pobre em tonalidades, métricas e harmonias.

O meu bebé pode e deve ouvir música para adultos, desde que se sinta bem e reaja com agrado. Quanto mais contrastante e variada for a música que ouve, melhor para o seu desenvolvimento audiativo.

Posso também cantar o que ouvi na aula dessa semana e ficou no meu ouvido. O que importa é que estabeleci essa comunicação com o meu bebé e cantei para ele com prazer e entusiasmo. E isso ele nunca mais esquece!

“Mas, eu não tenho jeito nenhum!..”


Nem precisa de ter!

Aliás, verdadeiramente nestas aulas também a sua capacidade de audição e reprodução vão desenvolver-se. Até porque pode ter muito mais aptidão do que pensa, só poderá nunca ter sido estimulada.

Precisa, sim, de vir descontraída(o), de mente aberta e aproveitar para gozar o momento privilegiado de relação afectiva com o seu bebé.

Tudo o resto virá por acréscimo.

Desde quando devo participar na aula?

Se o seu bébé acabou de nascer então poderá participar na aula logo que se sinta fisicamente capaz.

Quanto ao bébé... o mais cedo possível, desde que o pediatra não imponha restrições à sua saida de casa.

Como é que o meu bebé vai aprender música?



Edwin E. Gordon, baseando-se em muitos pedagogos que o antecedem, investiga milhares de bebés e crianças nas suas reacções à exposição ao som procurando, exactamente, a resposta a esta pergunta.

Ao contrário dos pedagogos musicais até então, que se questionavam sobre “Como devemos ensinar música?”, Gordon inverte a pergunta e parte do princípio filosófico “Como é que aprendemos quando aprendemos música?”.

E orienta toda a sua investigação neste sentido, concluindo que o bebé aprende mais através da voz humana directa do que por gravação áudio, aprende em relação afectiva, aprende por contraste tímbrico e dinâmico, aprende associando o som ao movimento fluído e relaxado alternado com o de pulsação, aprende associando o som ao estímulo visual não sonoro, aprende com a variedade métrica e tonal, aprende com o contraste entre som/silêncio, aprende mais se o que ouve estiver associado a sílabas neutras e menos a palavras.